7 de mai de 2018

Ressonância

O que vale mais para um homem?
a culminância de seus desejos internos ou externos?
saber lidar com a perda é não saber de nada.
temo caminhos certos e incertos que a vida impõe estar em meu destino.

O homem é falho?
eu sim, mas talvez tenhamos sido programados para tal
a invejável praticidade em se espelhar nos errôneos semelhantes
por ventura seja isso o que nos consome.

Quando você atingirá o seu ápice na felicidade e no amor?
para alguns isto é relativo.
caminho sobre as ruas do amor, e me perco em suas curvas
uma mais turva e estreita que a outra.
provêm de tal espaço, os frutos mais belos que o homem pode conceber.

-talvez esteja ai a felicidade que tantos procuram.


3 de out de 2017

Pairando em tudo que há.

A linha tênue entre cobiça e circunstância será traçada
Para que a disseminação de ódio seja quebrada.
Culminamos a verdade
Obcecados pela vaidade
Ultrapassando os limites
Da insanidade.
Tudo fragmentado em frações
Despeço das limitações
Para que eu possa ser as emoções.


Olhos

Fecho meus olhos
Sinto teu mundo
E as voltas em meio a transição.
Olho nos olhos
Vejo meu mundo
Semeado em uma percepção.
Pra enfim entender
E enfim compreender
O fim desse querer.


4 de jun de 2017

Sem fim, sem nome.

Encaro minha face se adaptando em meu interior,
das entranhas, ouço um grito desesperador.
Mas, calma, irei drenar minha felicidade para te alimentar.

Diante dos meus olhos,

friso vários momentos que consolidam o meu ser.
A frieza desse ser que se autodenomina indubitável,
persegue a luz para sair dessa realidade detestável.

Onde eu esqueci minhas palavras de compaixão e dor?

3 de jun de 2017

Vigiado

Um interior sujo
Egoísta
e altruísta.
Precognição á flor da pele,
buscando sair desse paradoxo.

Vejo minha imagem num espelho,

um rio vermelho escorre de mim.
Sinto-me hipnotizado
só mais um cigarro, e estou perto do fim.

Melhor queimar

do que desaparecer...


11 de mai de 2017

Auréola

Pessoas rodeadas de calor
Buscam em si
o amor.

Adormecidas em sua eterna ignorância
Guardam dentro de si
Sua eterna arrogância.

Na melodia da vida
Dançamos conforme a música, uma triste ilusão.
Afantochados, seguimos o rumo contrário
No caminho da perdição.

5 de mai de 2017

Memórias póstumas

Preservo-me como uma flor
inanimada de vida
mas viva de cor.

As pessoas passam tão despercebidas por vós
interagindo com a natureza
natureza essa que não presta atenção em nós.

Irrelevância dessa vida leviana
todo dia acorda, levanta, anda..
e nada.

Nesse mundo contundido
nada mais poderá ser aprendido.